O amigo leitor certamente é um dos brasileiros que engrossam o coro dos indignados com as despesas de altos funcionários do governo com os cartões corporativos.
Mas estamos salvos. Ontem o TCU decidiu por unanimidade realizar uma devassa nas despesas efetuadas com estes cartões para saber se houve improbidade no uso ou não. A velha política da do cadeado depois do assalto.
Sempre que um fato chama a atenção da mídia toca um apito. E tome sindicância, processo administrativo e corre-orre, tanto para instaurar quanto para segurar uma CPI.
Mas onde estava os ministros e suas equipes quando a gastança estava em andamento? Onde andavam os responsáveis por coibir este tipo de conduta?
O aparelho estatal é extremamente eficiente quando se trata de cobrar os impostos devidos pelos contribuintes. As ferramentas mais sofisticadas cruzam os dados de renda e consumo de cada contribuinte cobra sem dó. Tome malha fina!
Mas quando se trata de fiscalizar a máquina temos estas demonstrações de incompetência. Alguém acha mesmo que, se comprovadas as irregularidades, este dinheiro volta para o caixa do governo? Inocência.
A utilização de empresas de auditoria independente. A criação de equipes especializadas em identificar problemas, provar fraudes e prender e punir os culpados com rito sumário seria uma dos maiores avanços na administração pública brasileira.
Isso deveria ser feito dioturnamente, avaliando a evolução dos gastos em cada rubrica e alertando imediatamente as autarquias competentes ao menor sinal de irregularidade.
Não adianta identificar que o paciente está com 43º de febre. Há pouco a ser feito nesta situação. É preciso identificar o problema no início, antes que se agrave. Precisamos de termostatos, não de termômetros.
O porque dos órgãos fiscalizadores não agirem assim é uma icógnita. Essa sim, senhoras e senhores, é uma questão de segurança nacional.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Roupa suja se lava na TV
O caro leitor que assiste TV aberta com certeza já teve a oportunidade de assistir alguns "talk shows" onde pessoas comuns vão buscar a solução de seus conflitos pessoais e familiares em frente as câmeras e platéias.
São pessoas desesperadas, com a situação familiar ou pessoal em frangalhos , cheias de mágoas e raiva. Vítimas fáceis para a falta de escrúpulos das produções.
Assuntos particulares e delicados são expostos em sessões de "terapia" coletiva ou individual em frente a platéias que, não raro, ofendem os participantes ou os incitam à agressões.
Mães desesperadas pelo comportamento de suas filhas. Esposas desvalorizadas por seus maridos. Casos de infidelidade conjugal de todos os tipos expostos à execração pública como um apedrejar virtual dos "pecadores".
Tudo isso para divertir a turba, que assiste o show com sangue nos olhos. Seguros de que têm alguém para condenar. No que isso difere da Roma antiga e dos castigos públicos praticados pelo extremistas religiosos? Afora a morte certa no final o espetáculo é o mesmo.
Os apresentadores exploram este sentimento de curiosidade com a desgraça da pior forma possível. Como repórteres que exibem as fotos de sangue e cadáveres. Não respeitam o desespero dessas famílias e ainda classificam este absurdo como "utilidade pública".
Vivemos em um país marcado pelas desigualdade social. Alguém alguma vez viu uma pessoa com um nível razoável de educação recorrer a um recurso como este? É óbvio que não.
Estes procuram os consultórios de terapeutas ou psquiatras para resolver seus conflitos. É um trabalho difícil, via de regra demorado, que exige uma mudança de comportamento e percepção só alcançada a partir de um entendimento de seus medos, conflitos e frustrações. Algum leitor encara essa? Só os fortes e destemidos.
Pregar que conflitos deste tipo podem ser resolvidos em uma sessão pública de humilhação é no mínimo propaganda enganosa. Quando não uma afronta a inteligência das pessoas.
A TV brasileira passa hoje por uma fase de profundas mudanças tecnológicas. A internet tornou possível a produção e exibição de uma infinidade de conteúdos. Para todos os gostos. Está em curso uma democratização dessa mídia. No entanto as grandes emissoras abertas ainda detêm o monopólio sobre o que o povo brasileiro, em sua grande maioria, assiste.
Não prego a censura pelo estado. Voltar aos tempos da ditadura sequer passa pela minha cabeça. Foram tempos muito difíceis. Mas é preciso lutar contra este tipo de imprensa.
Enquanto isso a roupa suja pública é lavada a seco. Bem no escurinho pra não desbotar. As manchas desaparecem mas o fedor continua. Como diria seu Antônio: O gambá perde o pelo mas não perde o cheiro.
Não são casos de família senhoras e senhores. É caso de polícia.
São pessoas desesperadas, com a situação familiar ou pessoal em frangalhos , cheias de mágoas e raiva. Vítimas fáceis para a falta de escrúpulos das produções.
Assuntos particulares e delicados são expostos em sessões de "terapia" coletiva ou individual em frente a platéias que, não raro, ofendem os participantes ou os incitam à agressões.
Mães desesperadas pelo comportamento de suas filhas. Esposas desvalorizadas por seus maridos. Casos de infidelidade conjugal de todos os tipos expostos à execração pública como um apedrejar virtual dos "pecadores".
Tudo isso para divertir a turba, que assiste o show com sangue nos olhos. Seguros de que têm alguém para condenar. No que isso difere da Roma antiga e dos castigos públicos praticados pelo extremistas religiosos? Afora a morte certa no final o espetáculo é o mesmo.
Os apresentadores exploram este sentimento de curiosidade com a desgraça da pior forma possível. Como repórteres que exibem as fotos de sangue e cadáveres. Não respeitam o desespero dessas famílias e ainda classificam este absurdo como "utilidade pública".
Vivemos em um país marcado pelas desigualdade social. Alguém alguma vez viu uma pessoa com um nível razoável de educação recorrer a um recurso como este? É óbvio que não.
Estes procuram os consultórios de terapeutas ou psquiatras para resolver seus conflitos. É um trabalho difícil, via de regra demorado, que exige uma mudança de comportamento e percepção só alcançada a partir de um entendimento de seus medos, conflitos e frustrações. Algum leitor encara essa? Só os fortes e destemidos.
Pregar que conflitos deste tipo podem ser resolvidos em uma sessão pública de humilhação é no mínimo propaganda enganosa. Quando não uma afronta a inteligência das pessoas.
A TV brasileira passa hoje por uma fase de profundas mudanças tecnológicas. A internet tornou possível a produção e exibição de uma infinidade de conteúdos. Para todos os gostos. Está em curso uma democratização dessa mídia. No entanto as grandes emissoras abertas ainda detêm o monopólio sobre o que o povo brasileiro, em sua grande maioria, assiste.
Não prego a censura pelo estado. Voltar aos tempos da ditadura sequer passa pela minha cabeça. Foram tempos muito difíceis. Mas é preciso lutar contra este tipo de imprensa.
Enquanto isso a roupa suja pública é lavada a seco. Bem no escurinho pra não desbotar. As manchas desaparecem mas o fedor continua. Como diria seu Antônio: O gambá perde o pelo mas não perde o cheiro.
Não são casos de família senhoras e senhores. É caso de polícia.
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
O Show do milhão
O DataSUS é uma das bases de dados mais confiáveis sobre os índices de morte violenta no Brasil desde 1979. Em 2008 completa 30 anos com um assombroso número. 1 Milhão de assassinatos no Brasil. (Fonte OESP).
Há quem tenha lido os meus posts e contestado. Me chamaram de alarmista e exagerado. Dizer que estamos em guerra é exagero. Os números não mentem caro leitor.
A cada dia que passa a violência vem se banalizando, principalmente entre os jovens. Uma geração inteira sem escola e marcada pelo descaso pela educação começa a dar seus frutos. A próxima será bem pior. Imagine o caro leitor um exército de Champinhas solto nas ruas. Não vai ser mole não.
Ao contrário do que se poderia esperar o campeão não é o RJ ou São Paulo, mas Pernanbuco. Pu seja, onde o descaso com a educação é maior a violência cresce com mais intensidade. O terreno é fértil.
Mas é carnaval. Na semana que vem isso tudo já será letra morta. O saldo do carnaval deve apontar um crescimento no número de homicídios em relação ao ano passado. A mídia dará um pequeno destaque a isso. Ninguém tomará providências e vamos deixar isso pra resolver depois do carnaval do ano que vem.
E como resolver isso? Como estancar essa hemorragia de vidas que priva o país de 1 milhão de seus habitantes a cada 30 anos? Precisamos de um armistício. E isso significa concessões por parte do poder público. Tirem estas crianças das áreas de risco. Coloquem-nas em escolas, 8, 10 horas por dia. Isso não custa tanto assim. Esvaziem as filas no RH da criminalidade.
Chega de projetos de mudança no nome das ruas e pontes. Chega de homenagem para gente que morreu. Chega de fisiologismo e desonestidade. Essa é a guerra na qual todos deveríamos estar no front. Precisamos de homens públicos com vontade. Com conhecimento de administração pública. Com coragem. Com Caráter, assim mesmo, com letra maiúscula.
Não adianta pedir paz senhoras e senhores. O inimigo não entende esta mensagem. Nós criamos ele assim.
Há quem tenha lido os meus posts e contestado. Me chamaram de alarmista e exagerado. Dizer que estamos em guerra é exagero. Os números não mentem caro leitor.
A cada dia que passa a violência vem se banalizando, principalmente entre os jovens. Uma geração inteira sem escola e marcada pelo descaso pela educação começa a dar seus frutos. A próxima será bem pior. Imagine o caro leitor um exército de Champinhas solto nas ruas. Não vai ser mole não.
Ao contrário do que se poderia esperar o campeão não é o RJ ou São Paulo, mas Pernanbuco. Pu seja, onde o descaso com a educação é maior a violência cresce com mais intensidade. O terreno é fértil.
Mas é carnaval. Na semana que vem isso tudo já será letra morta. O saldo do carnaval deve apontar um crescimento no número de homicídios em relação ao ano passado. A mídia dará um pequeno destaque a isso. Ninguém tomará providências e vamos deixar isso pra resolver depois do carnaval do ano que vem.
E como resolver isso? Como estancar essa hemorragia de vidas que priva o país de 1 milhão de seus habitantes a cada 30 anos? Precisamos de um armistício. E isso significa concessões por parte do poder público. Tirem estas crianças das áreas de risco. Coloquem-nas em escolas, 8, 10 horas por dia. Isso não custa tanto assim. Esvaziem as filas no RH da criminalidade.
Chega de projetos de mudança no nome das ruas e pontes. Chega de homenagem para gente que morreu. Chega de fisiologismo e desonestidade. Essa é a guerra na qual todos deveríamos estar no front. Precisamos de homens públicos com vontade. Com conhecimento de administração pública. Com coragem. Com Caráter, assim mesmo, com letra maiúscula.
Não adianta pedir paz senhoras e senhores. O inimigo não entende esta mensagem. Nós criamos ele assim.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Cachorro com dois donos morre de fome
O Caro leitor já parou para pensar porque somos assim tão relapsos com o nosso voto? Alguém lembra de cabeça o nome de 10 vereadores, para ficar no trivial, que foram eleitos em São Paulo na última votação?
Ou quais os projetos apresentados pelo seu deputado durante os últimos dois anos? Ou como votou seu senador? Se eles têm ou não querelas com a polícia ou com o ministério público?
Creio que não erraria se dissesse que boa parte das pessoas não se interessam por esses aspectos até que a mídia jogue tudo no ventilador, as vezes para cumprir seu papel as vezes para tomar partido. A que podemos atribuir este problema? Falta de interesse, falta confiança na classe política, falta de fé ou falta de cidadania mesmo?
Esperamos que a mídia tome conta para nós. Que o ministério público fiscalize mesmo sem receber denúncias. Mas o processo da justiça é por demais demorado. Precisamos da justiça das urnas, esta sim rápida e rasteira.
Não trabalhou? Tá fora. Apresentou projetos irrelevantes? Tá fora. Se corrompeu? Tá fora. Se envolveu em atividades suspeitas? Tá fora.
Precisamos encontrar meios de mobilizar as pessoas para limpar nossas casas legislativas. Temos que fazer isso de forma transparente, coesa e frequente.
Para que os lobões e lobinhos fiquem longe de lá. Para que nunca mais tenhamos malvadezas e moto-serras. Nem propinodutos, anões, compra de votos e outras mazelas que, ao fim, tornam o nosso país a máquina de injustiças que é.
Os nossos cachorros têm vários donos senhoras e senhores. Ninguém toma conta e eles passam bem com nosso filé.
P.S.: Tenho algumas idéias práticas à respeito disso e devo coloca-las em prática. Mas só a título de curiosidade pus uma pequena pesquisa no fim da página do Blog. Por favor, se puderem, respondam.
Ou quais os projetos apresentados pelo seu deputado durante os últimos dois anos? Ou como votou seu senador? Se eles têm ou não querelas com a polícia ou com o ministério público?
Creio que não erraria se dissesse que boa parte das pessoas não se interessam por esses aspectos até que a mídia jogue tudo no ventilador, as vezes para cumprir seu papel as vezes para tomar partido. A que podemos atribuir este problema? Falta de interesse, falta confiança na classe política, falta de fé ou falta de cidadania mesmo?
Esperamos que a mídia tome conta para nós. Que o ministério público fiscalize mesmo sem receber denúncias. Mas o processo da justiça é por demais demorado. Precisamos da justiça das urnas, esta sim rápida e rasteira.
Não trabalhou? Tá fora. Apresentou projetos irrelevantes? Tá fora. Se corrompeu? Tá fora. Se envolveu em atividades suspeitas? Tá fora.
Precisamos encontrar meios de mobilizar as pessoas para limpar nossas casas legislativas. Temos que fazer isso de forma transparente, coesa e frequente.
Para que os lobões e lobinhos fiquem longe de lá. Para que nunca mais tenhamos malvadezas e moto-serras. Nem propinodutos, anões, compra de votos e outras mazelas que, ao fim, tornam o nosso país a máquina de injustiças que é.
Os nossos cachorros têm vários donos senhoras e senhores. Ninguém toma conta e eles passam bem com nosso filé.
P.S.: Tenho algumas idéias práticas à respeito disso e devo coloca-las em prática. Mas só a título de curiosidade pus uma pequena pesquisa no fim da página do Blog. Por favor, se puderem, respondam.
Ajude se Puder
Oi Pessoal,
Este é o Sr. JUSTINO TESTA AVONA, 76 anos.
Branco, cabelos grisalhos, curto e liso, um pouco calvo, usa óculos.
Trajes: bermuda azul marinho, camisa pólo branca e cinza claro (listrada), meia e tênis brancos, óculos de grau e relógio.
Saiu para comprar pães, às 7h30, do dia 15/01/2008 nas imediações do bairro Terra Nova, em São Bernardo do Campo, próximo aos restaurantes Demarchi.
Trajes: bermuda azul marinho, camisa pólo branca e cinza claro (listrada), meia e tênis brancos, óculos de grau e relógio.
Saiu para comprar pães, às 7h30, do dia 15/01/2008 nas imediações do bairro Terra Nova, em São Bernardo do Campo, próximo aos restaurantes Demarchi.
Morou mais de 25 anos, no Jardim da Saúde (Av. do Cursino), em São Paulo/SP.
Qualquer notícia, favor informar os filhos:
Juliana – (11) 8121-8238
Luciano – (11) 9277-8262
Eliana – (11) 4396-4252
Juliana – (11) 8121-8238
Luciano – (11) 9277-8262
Eliana – (11) 4396-4252
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
A vacina para a crise
Em meio as turbulências e ao pânico causados pelos erros do FED o Brasil se mostra tranquilo em vista de outros países.
A despeito das quedas na bolsa de valores, decorrentes das movimentações da capital necessárias à acomodação dos lucros e prejuízos de investidores ao redor do mundo a crise aparentemente não afetará profundamente a economia real brasileira.
É uma situação nova para o brasileiro. Estamos acostumados com a contaminação imediata da economia por crises externas, haja vista o México, Rússia, Argentina, etc. Dessa vez temos reservas em dólar suficientes, contas externas em relativo equilíbrio, economia crescendo e um clima de tranquilidade política. O resultado está aí para quem quiser ver.
No entanto a perspectiva de uma recessão nos EUA e uma consequente diminuição da atividade econômica no planeta pode sim ter efeitos no crescimento da economia brasileira no médio prazo. A vacina é o crescimento do mercado interno.
Os investimentos do PAC aliados a uma política de fomento à atividade industrial, pode conter uma tendência de aumento da pressão inflacionária pelo lado da demanda. Estes mesmo projetos, ao influenciar diretamente no crescimento do emprego e consequentemente da massa salarial, tornaria o País menos exposto a uma eventual diminuição das exportações.
Resta saber se o planejamento destas ações aparentemente já em curso será efetivamente levado a cabo com seriedade ou se perderá na teia de fisiologismos e troca de cargos em função das alianças políticas de última hora que o governo, sem maioria no senado, foi obrigado a fazer.
É um momento único na história recente do Brasil. Comemoremos pois, senhoras e senhores. Mas com um olho no gato e outro no peixe.
A despeito das quedas na bolsa de valores, decorrentes das movimentações da capital necessárias à acomodação dos lucros e prejuízos de investidores ao redor do mundo a crise aparentemente não afetará profundamente a economia real brasileira.
É uma situação nova para o brasileiro. Estamos acostumados com a contaminação imediata da economia por crises externas, haja vista o México, Rússia, Argentina, etc. Dessa vez temos reservas em dólar suficientes, contas externas em relativo equilíbrio, economia crescendo e um clima de tranquilidade política. O resultado está aí para quem quiser ver.
No entanto a perspectiva de uma recessão nos EUA e uma consequente diminuição da atividade econômica no planeta pode sim ter efeitos no crescimento da economia brasileira no médio prazo. A vacina é o crescimento do mercado interno.
Os investimentos do PAC aliados a uma política de fomento à atividade industrial, pode conter uma tendência de aumento da pressão inflacionária pelo lado da demanda. Estes mesmo projetos, ao influenciar diretamente no crescimento do emprego e consequentemente da massa salarial, tornaria o País menos exposto a uma eventual diminuição das exportações.
Resta saber se o planejamento destas ações aparentemente já em curso será efetivamente levado a cabo com seriedade ou se perderá na teia de fisiologismos e troca de cargos em função das alianças políticas de última hora que o governo, sem maioria no senado, foi obrigado a fazer.
É um momento único na história recente do Brasil. Comemoremos pois, senhoras e senhores. Mas com um olho no gato e outro no peixe.
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